Formação · Servos do Altar

Coroinhas e Acólitos

Vocação e serviço ao altar do Senhor

Quem serve ao altar fica a poucos passos do mistério mais santo da terra. Aqui está tudo o que você precisa conhecer para servir com reverência, beleza e amor.

Qual a diferença?

Os dois servem ao altar, mas não são exatamente a mesma coisa.

Coroinha

Em geral uma criança ou um jovem que serve junto ao altar, ajudando o padre e o diácono na celebração. Não é um ministério instituído: é um serviço de amor, fruto de uma vocação que floresce cedo. Veste normalmente a batina e a sobrepeliz (ou a alva) e aprende, servindo, a amar a liturgia. O nome vem de “coro”, o lugar próximo do altar onde se cantava e se servia.

Acólito

É um ministério instituído pela Igreja: o bispo confere oficialmente o serviço do altar a um fiel já mais maduro. O acólito instituído ajuda o sacerdote e o diácono, cuida do altar e dos vasos sagrados, prepara as oferendas e pode ser ministro extraordinário da Sagrada Comunhão. Todo acólito serve ao altar — mas com um vínculo mais formal e estável que o do coroinha. A palavra vem do grego akólouthos, “o que acompanha, o que segue”.

Vocação e serviço ao altar

Servir ao altar não é “ajudar na missa” como quem faz um favor. É uma vocação — um chamado de Deus para estar bem perto do mistério mais santo que existe na terra: a Eucaristia. O servo do altar fica a poucos passos de onde o pão e o vinho se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo.

Por isso o serviço se faz com reverência, atenção e alegria. Quem serve bem ao altar reza com o corpo: cada gesto, cada passo, cada silêncio é oração. Não se trata de “fazer bonito”, mas de ajudar toda a assembleia a rezar, conduzindo-a com dignidade e ordem.

Muitos santos, sacerdotes e bispos descobriram aqui, ainda meninos, o caminho de toda a sua vida. O altar é uma verdadeira escola de fé: quem aprende a amar a liturgia aprende a amar a Cristo e a Igreja.

Padroeiros dos servos do altar: São Tarcísio, São Domingos Sávio e Santa Maria Goretti.

O Ano Litúrgico

A Igreja não conta o tempo como o mundo: ela o vive em torno de Cristo. Ao longo do ano revivemos, passo a passo, toda a vida do Senhor — sua espera, seu nascimento, sua morte e sua ressurreição. O ano litúrgico não começa em 1º de janeiro, mas no 1º Domingo do Advento.

CICLO DO NATALCICLO DA PÁSCOATEMPO COMUMTEMPO COMUM
Ano Litúrgico
AdventoNatalQuaresmaPáscoaTempo Comum
O ano litúrgico começa no Advento e gira em torno de Cristo — do Natal à Páscoa, com o Tempo Comum entre eles.
Advento
As quatro semanas de espera e preparação para o Natal. Cor roxa, tom de vigília e esperança. É o início do ano litúrgico.
Natal
A celebração do nascimento de Jesus e suas festas (Sagrada Família, Mãe de Deus, Epifania, Batismo do Senhor). Cor branca, da alegria e da luz.
Quaresma
Os quarenta dias de conversão, jejum, oração e esmola que preparam a Páscoa. Começa na Quarta-feira de Cinzas. Cor roxa, da penitência.
Tríduo Pascal
O coração do ano litúrgico: a Quinta-feira Santa (Ceia do Senhor), a Sexta-feira Santa (Paixão e Morte) e a Vigília Pascal (a Ressurreição). São os três dias mais santos.
Páscoa
Cinquenta dias de alegria pela Ressurreição, da Vigília Pascal até Pentecostes, incluindo a Ascensão do Senhor. Cor branca, da vitória da vida sobre a morte.
Tempo Comum
As 33 ou 34 semanas em que caminhamos com Jesus em seu ensino e seus milagres, divididas em duas partes (uma após o Natal, outra após a Páscoa). Encerra-se na Solenidade de Cristo Rei. Cor verde, da esperança que cresce.

As Cores Litúrgicas

A cor das vestes e dos paramentos “pinta” o sentido de cada dia. Ao olhar a casula do padre, já se sabe o que a Igreja celebra.

Branco

Alegria, pureza e glória. Natal, Páscoa, festas do Senhor, de Nossa Senhora, dos anjos e dos santos não mártires.

Vermelho

O fogo do Espírito Santo e o sangue derramado. Pentecostes, Domingo de Ramos, Sexta-feira Santa, festas da Paixão, dos Apóstolos e dos mártires.

Verde

Esperança e vida que cresce. Usado durante todo o Tempo Comum.

Roxo

Conversão, penitência e espera. Advento e Quaresma; também nas missas e ofícios pelos fiéis falecidos.

Rosa

Alegria contida que já se anuncia em meio à espera. Usado em apenas dois dias: 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare).

Preto

Luto e oração pelos mortos. Pode ser usado nas missas de exéquias e em Finados, embora hoje se prefira muitas vezes o roxo ou o branco.

Azul

Não é cor do calendário romano universal, mas, por privilégio antigo, alguns lugares e santuários a usam nas festas da Imaculada Conceição de Maria.

As Partes da Missa

A Missa se desdobra em cinco momentos, dentro de duas grandes mesas — a da Palavra e a da Eucaristia. Conhecer cada parte ajuda o servo a acompanhar a celebração, a entender o que ela significa e a saber como se portar em cada hora.

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Ritos Iniciais

A abertura da celebração. O povo de Deus se reúne e se torna assembleia — uma só família convocada pelo Senhor. Reconhecemos os nossos pecados e pedimos perdão, para celebrar de coração limpo.

O que acontece

  • Canto e procissão de entrada Abre a celebração e une a assembleia num só louvor, enquanto os ministros se dirigem ao altar.
  • Saudação ao altar e ao povo O sacerdote venera o altar (que representa Cristo) e saúda a comunidade: “O Senhor esteja convosco”.
  • Ato penitencial Reconhecemos diante de Deus que somos pecadores e pedimos a sua misericórdia.
  • Senhor, tende piedade (Kyrie) Súplica breve e antiquíssima à misericórdia de Cristo.
  • Glória Hino de louvor que ecoa o cântico dos anjos no Natal; cantado nos domingos e festas (não no Advento nem na Quaresma).
  • Oração da Coleta O sacerdote “recolhe” numa só oração as intenções de todos e as apresenta a Deus.

Como se portar: De pé, em sinal de respeito e prontidão, desde a entrada.

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Liturgia da Palavra

A Mesa da Palavra. O próprio Deus nos fala pelas Escrituras, e Cristo está presente naquilo que é proclamado. Escutamos, respondemos no salmo e professamos a fé.

O que acontece

  • Primeira leitura Em geral do Antigo Testamento (no Tempo Pascal, dos Atos dos Apóstolos); prepara o Evangelho.
  • Salmo responsorial A resposta orante da assembleia à Palavra, cantada com um refrão.
  • Segunda leitura Aos domingos e solenidades, tirada das cartas dos Apóstolos.
  • Aclamação ao Evangelho (Aleluia) De pé, saudamos Cristo que vai falar; na Quaresma o Aleluia dá lugar a outra aclamação.
  • Proclamação do Evangelho O ponto alto da Liturgia da Palavra: as palavras e os gestos do próprio Jesus.
  • Homilia O sacerdote ou o diácono explica a Palavra e mostra como vivê-la hoje.
  • Profissão de Fé (Credo) A assembleia responde à Palavra proclamando aquilo em que crê.
  • Oração dos Fiéis A comunidade reza pela Igreja, pelo mundo, pelos que sofrem e pelos falecidos.

Como se portar: Sentados para escutar as leituras, o salmo e a homilia. De pé para o Evangelho, o Credo e as preces. Antes do Evangelho, traça-se uma pequena cruz na fronte, nos lábios e no peito.

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Liturgia Eucarística

O coração da Missa. O pão e o vinho são oferecidos e, pela ação do Espírito Santo, tornam-se o Corpo e o Sangue de Cristo. O sacrifício da cruz faz-se presente sobre o altar.

O que acontece

  • Apresentação das oferendas Levam-se ao altar o pão e o vinho (com um pouco de água), fruto da terra e do trabalho humano.
  • Lavabo O sacerdote lava as mãos, pedindo a Deus que o purifique para o sacrifício.
  • Oração sobre as oblatas Pede que Deus aceite os dons que serão consagrados.
  • Prefácio e o Santo Começa a grande ação de graças; o povo se une ao louvor dos anjos cantando “Santo, Santo, Santo”.
  • Oração Eucarística O centro da Missa: invoca-se o Espírito (epiclese) e, nas palavras de Jesus, o pão e o vinho tornam-se o seu Corpo e Sangue (consagração); recorda-se a sua Páscoa (anamnese).
  • Doxologia e o grande Amém “Por Cristo, com Cristo, em Cristo…”; o povo confirma toda a oração com um Amém solene.

Como se portar: Sentados na preparação das oferendas; de pé no prefácio e no Santo; de joelhos a partir do Santo (ao menos na consagração), em adoração. A sineta é tocada na consagração.

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Rito da Comunhão

Preparados como filhos de Deus, recebemos o próprio Cristo. É a união mais íntima com o Senhor, que se faz alimento para a nossa vida.

O que acontece

  • Pai-Nosso A oração que o próprio Jesus ensinou, em que pedimos o pão de cada dia e o perdão.
  • Rito da paz Pedimos a paz de Cristo e a partilhamos com um gesto fraterno.
  • Fração do pão / Cordeiro de Deus O pão é partido como Jesus fez na Ceia, enquanto se invoca o “Cordeiro de Deus”.
  • Comunhão Recebemos o Corpo (e às vezes também o Sangue) de Cristo, na união mais íntima com Ele.
  • Silêncio e ação de graças Em silêncio, agradecemos o dom recebido e falamos ao coração com o Senhor.

Como se portar: De pé para o Pai-Nosso e o gesto da paz. Aproxima-se em procissão, de mãos postas e com uma reverência antes de comungar. Depois, recolhimento em silêncio, sentado ou de joelhos.

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Ritos Finais

Abençoados e enviados, somos mandados ao mundo. O “Ide em paz” não é uma despedida: é uma missão — levar Cristo aonde formos.

O que acontece

  • Avisos à comunidade Breves informações da vida e dos compromissos da comunidade.
  • Oração depois da Comunhão Pede que o fruto da Eucaristia se prolongue na vida de cada um.
  • Bênção final Deus abençoa o povo; nas festas, com uma fórmula mais solene.
  • Envio “Ide em paz” — somos enviados a levar Cristo ao mundo; a própria palavra “Missa” vem desse envio.

Como se portar: De pé, para receber a bênção e o envio, e partir em missão.

A Oração Eucarística é o centro de toda a Missa. Por dentro, ela tem o Prefácio (ação de graças), o Santo, a Epiclese (invocação do Espírito sobre as oferendas), a Narrativa da Ceia e a Consagração, a Anamnese (memória da Páscoa do Senhor), a Oblação, as Intercessões (pela Igreja, vivos e falecidos) e a Doxologia final — “Por Cristo, com Cristo, em Cristo…” —, à qual o povo responde o grande Amém.

Objetos e Vasos Sagrados

Tudo o que serve ao altar tem um nome e um sentido. Reunimos aqui, em grupos, os vasos sagrados (que tocam o Corpo e o Sangue de Cristo), os panos do altar e os demais objetos da igreja — com a ilustração de cada um.

Os vasos sagrados

Cálice

Cálice

A taça nobre, dourada por dentro, que recebe o vinho que se torna o Sangue de Cristo. É o mais importante vaso sagrado, junto com a patena; só o tocam o sacerdote, o diácono ou o acólito instituído.

Patena

Patena

O pequeno prato, em geral dourado, que sustenta a hóstia do celebrante — o pão que se torna o Corpo de Cristo. Acompanha o cálice sobre o corporal.

Âmbula (cibório ou píxide)

Âmbula (cibório ou píxide)

Vaso com tampa, em forma de cálice fechado, que guarda as muitas partículas para a comunhão dos fiéis e as conserva no sacrário.

Teca

Teca

Pequeno estojo redondo e achatado em que o ministro leva, com reverência, a Sagrada Comunhão aos doentes e aos que não podem ir à igreja.

Luneta (lúnula)

Luneta (lúnula)

A pecinha dourada em forma de meia-lua que prende a Hóstia consagrada, em pé, no centro do ostensório, para a exposição e a adoração.

Hóstia

Hóstia

O pão ázimo (sem fermento), feito só de trigo e água, em forma de disco. A maior, do celebrante, é elevada e partida; nela Cristo se faz realmente presente.

Partícula

Partícula

As hóstias menores, do mesmo pão ázimo, destinadas à comunhão dos fiéis. Guardam-se na âmbula e, consagradas, no sacrário.

Os panos sagrados (alfaias)

Corporal

Corporal

Pano branco quadrado e engomado que se desdobra sobre o altar; sobre ele repousam o cálice e a patena, para que nenhum fragmento do Corpo de Cristo se perca.

Sanguíneo (purificatório)

Sanguíneo (purificatório)

Paninho branco retangular com que o sacerdote purifica o cálice e a patena após a comunhão e enxuga os dedos e os lábios.

Pala

Pala

Pequeno quadrado rígido, revestido de linho e muitas vezes bordado, que se põe sobre a boca do cálice para protegê-lo de poeira e insetos.

Manustérgio

Manustérgio

A toalhinha branca com que o sacerdote enxuga as mãos no lavabo, depois de lavá-las na preparação das oferendas.

Véu do cálice

Véu do cálice

Pano da cor litúrgica do dia que cobre o cálice já preparado, no início e no fim da Missa, em sinal de respeito ao que ele conterá.

Na credência

Galhetas (jarras)

Galhetas (jarras)

O par de pequenos recipientes — um com o vinho, outro com a água — apresentados ao sacerdote na preparação das oferendas; costumam vir sobre uma bandeja.

Bacia (lavabo)

Bacia (lavabo)

A bacia sobre a qual se derrama a água nas mãos do sacerdote, enquanto ele reza baixinho: “Lavai-me, Senhor, da minha iniquidade”.

Jarro

Jarro

O pequeno jarro que contém a água com que o ministro verte sobre as mãos do celebrante no lavabo.

No altar e no presbitério

Altar

Altar

A mesa do sacrifício e o coração da igreja; representa o próprio Cristo. Sobre ele se realiza a Eucaristia. É beijado e, nas festas, incensado, em sinal de veneração.

Ambão

Ambão

A estante elevada e fixa, ao lado do altar, de onde se proclamam as leituras, se canta o salmo e o Aleluia e se faz a homilia — a “mesa da Palavra”.

Cruz e crucifixo

Cruz e crucifixo

A cruz com a imagem de Cristo (crucifixo), sobre ou junto ao altar e bem à vista, para que toda a celebração se faça olhando para Aquele que se entregou por nós.

Credência

Credência

A mesinha lateral, coberta por toalha, onde ficam preparados o cálice, as galhetas, o lavabo, o manustérgio e o mais que for preciso, à mão do servo.

Presbitério

Presbitério

A área elevada e destacada onde estão o altar, o ambão e a sede do celebrante — o espaço próprio de quem exerce um ministério na celebração.

Sacristia

Sacristia

A sala reservada, junto à igreja, onde os ministros se revestem, preparam os objetos e fazem oração antes e depois da celebração.

O Santíssimo Sacramento

Sacrário (tabernáculo)

Sacrário (tabernáculo)

O cofre sólido e digno, fixo em lugar nobre, onde se reserva o Santíssimo Sacramento — as hóstias consagradas — para a comunhão dos doentes e a adoração dos fiéis.

Conopeu

Conopeu

O véu, geralmente da cor litúrgica, que reveste o sacrário por fora, anunciando com beleza que ali habita o Senhor.

Lamparina (luz do Santíssimo)

Lamparina (luz do Santíssimo)

A luz que arde permanentemente junto ao sacrário — em geral avermelhada —, sinal vivo de que Jesus Eucarístico está real e verdadeiramente presente. Pode ser de óleo ou de vela.

Ostensório (custódia)

Ostensório (custódia)

A peça preciosa, em forma de sol radiante, que expõe a Hóstia consagrada (presa pela luneta) para a adoração e para a bênção do Santíssimo.

A luz e as velas

Círio Pascal

Círio Pascal

A grande vela bendita na noite da Vigília Pascal, gravada com a cruz, o ano e as letras Alfa e Ômega; símbolo de Cristo ressuscitado, luz do mundo. Arde no tempo pascal, nos batismos e nas exéquias.

Castiçal

Castiçal

O suporte de uma só vela, em metal ou madeira, que ladeia o altar e acompanha as celebrações, levado também pelos ceroferários.

Candelabro

Candelabro

O suporte de vários braços e velas, usado para enriquecer e solenizar o altar nas festas e solenidades.

O incenso

Turíbulo

Turíbulo

O incensário de metal, suspenso por correntes, dentro do qual o carvão em brasa queima o incenso; balançado, espalha a fumaça perfumada — imagem da oração que sobe a Deus.

Naveta

Naveta

O recipiente em forma de barquinho (nave) que contém o incenso ainda não queimado; dele, com uma colherzinha, lança-se o incenso sobre o carvão do turíbulo.

Incenso

Incenso

A resina aromática que, queimada, exala fumaça e perfume. Com ela se honra o altar, o Evangeliário, as oferendas, o celebrante e o povo — tudo o que é sagrado.

A água e a bênção

Aspersório (hissopo)

Aspersório (hissopo)

O instrumento — uma haste com esfera perfurada ou um pincel — com que o celebrante asperge a água benta sobre o povo e sobre os objetos a bendizer.

Caldeirinha

Caldeirinha

O pequeno balde de metal, com alça, que contém a água benta e acompanha o aspersório nas aspersões e bênçãos.

Pia batismal

Pia batismal

A fonte onde se celebra o Batismo. Sua localização varia: pode ficar num batistério junto à entrada (sinal de que o Batismo é a porta da vida cristã) ou, em muitas igrejas, em lugar destacado — no presbitério ou do lado oposto ao do sacrário —, sempre bem à vista da comunidade.

Sinais sonoros

Sineta (campainha)

Sineta (campainha)

A campainha de mão, tocada sobretudo na consagração, para despertar a atenção e a adoração dos fiéis no instante em que o pão e o vinho se tornam Corpo e Sangue de Cristo.

Carrilhão

Carrilhão

O conjunto de várias sinetas montadas juntas, de som mais festivo, usado nos mesmos momentos em que se toca a campainha.

Tintinábulo

Tintinábulo

A campainha montada sobre uma haste; sinal de honra que, próprio das basílicas, precede o Santíssimo nas procissões.

Matraca

Matraca

Instrumento de madeira que, com seu estalo, substitui os sinos e as campainhas nos dias do Tríduo Pascal, em que estes silenciam em sinal de luto.

Procissões

Cruz processional

Cruz processional

A cruz erguida numa longa haste, levada pelo cruciferário à frente das procissões de entrada e de saída; toda a assembleia a segue, seguindo a Cristo.

Andor

Andor

A armação enfeitada sobre a qual se conduz, aos ombros ou às mãos, a imagem de Nossa Senhora ou de um santo, nas procissões.

Baldaquino

Baldaquino

O dossel rico — fixo sobre o altar ou portátil em procissão — que cobre e honra o altar ou o Santíssimo Sacramento.

Pálio

Pálio

O dossel portátil, sustentado por varas, sob o qual se conduz o Santíssimo nas procissões solenes, como a de Corpus Christi.

Umbela (umbraculum)

Umbela (umbraculum)

O pequeno pálio em forma de guarda-sol que abriga o Santíssimo quando levado à mão, fora da procissão solene.

Veneração e móveis

Relicário

Relicário

A peça artística, muitas vezes dourada, que guarda e expõe à veneração uma relíquia — parte do corpo ou objeto — de um santo.

Genuflexório

Genuflexório

O pequeno banco próprio para ajoelhar-se em oração, com apoio para os joelhos e para os braços.

Faldistório

Faldistório

A cadeira rica, sem encosto e dobrável, em que o bispo se assenta em certos momentos da celebração, fora da sua sede.

Vestes Litúrgicas

As vestes não são roupa comum: revestem a pessoa do ministério que ela exerce, lembrando que quem serve não age em seu próprio nome. Reunimos aqui, por grupos, cada veste, com a sua foto e o seu significado.

Vestes de base

Batina

Batina

A veste talar (que desce até os pés), em geral preta, usada como base por clérigos, seminaristas e coroinhas; sobre ela vão as demais vestes. A cor pode variar conforme o grau (preta, com vivos roxos para o bispo, etc.).

Sobrepeliz

Sobrepeliz

A veste branca de mangas largas, até os joelhos, usada sobre a batina pelos coroinhas, acólitos e ministros — sobretudo fora da Missa (procissões, bênçãos, Liturgia das Horas). É uma forma mais curta da alva.

Alva (túnica)

Alva (túnica)

A veste branca e comprida, cingida na cintura, comum a todos os que servem ao altar. Recorda a túnica branca recebida no Batismo e a pureza com que se deve servir ao Senhor.

Amito

Amito

O pano branco retangular, com fitas, colocado sobre os ombros e o pescoço por baixo da alva, para cobrir as vestes comuns. Simboliza o “capacete da salvação” e o domínio da palavra.

Cíngulo

Cíngulo

O cordão, às vezes da cor litúrgica, que cinge a alva na cintura e a ajusta. É sinal da castidade e do domínio de si que se pede a quem serve.

Faixa

Faixa

A faixa de tecido (fáscia) cingida à cintura sobre a batina, na cor do grau de quem a usa: preta (padres), roxa (bispos), vermelha (cardeais), branca (o Papa).

Vestes da Missa

Estola

Estola

A faixa longa, sinal próprio do ministério ordenado. O sacerdote a usa pendente do pescoço, sobre o peito; o diácono, a tiracolo, do ombro esquerdo ao lado direito. Sempre na cor litúrgica do dia.

Casula

Casula

A veste ampla que o sacerdote põe por cima de todas para celebrar a Missa, na cor do dia. Seu nome vem do latim casula, “casinha”, pois envolve todo o corpo — imagem da caridade, que tudo cobre.

Dalmática

Dalmática

A veste própria do diácono na Missa solene, também na cor litúrgica. Tem mangas e é mais quadrada que a casula, distinguindo o ministério diaconal.

Para bênçãos e procissões

Capa pluvial

Capa pluvial

A grande capa, aberta à frente e presa por um fecho no peito, usada fora da Missa: em procissões, bênçãos solenes, na Liturgia das Horas e na exposição do Santíssimo.

Véu umeral

Véu umeral

O véu retangular que cobre os ombros e as mãos do ministro para que ele segure o ostensório (ou a âmbula) sem tocá-lo diretamente, na bênção e no traslado do Santíssimo.

Insígnias do bispo

Mitra

Mitra

O chapéu litúrgico de duas pontas — que evocam o Antigo e o Novo Testamento — próprio do bispo, do arcebispo e do Papa. É usada e retirada em momentos determinados da celebração.

Báculo

Báculo

O bastão pastoral em forma de cajado, sinal do bispo como pastor que conduz, sustenta e reúne o seu rebanho, à imagem do Bom Pastor.

Solidéu

Solidéu

O pequeno gorro redondo que cobre o alto da cabeça. A cor indica o grau: branco (o Papa), vermelho (o cardeal), roxo (o bispo).

Anel

Anel

O anel episcopal, usado pelo bispo, sinal da sua fidelidade e do seu vínculo esponsal com a Igreja que lhe foi confiada.

Cruz peitoral

Cruz peitoral

A cruz, muitas vezes com relíquias, que o bispo e o abade trazem suspensa sobre o peito por uma corrente ou cordão — sinal da sua dignidade e da fé que professam.

Mozeta (murça)

Mozeta (murça)

A pequena capa curta, abotoada à frente, que cobre os ombros e desce até os cotovelos, usada por bispos, cônegos e o Papa como sinal de jurisdição.

Outras vestes e sinais

Pálio

Pálio

A faixa circular de lã branca, com cruzes pretas, que o Papa e os arcebispos metropolitas usam sobre os ombros, por cima da casula — sinal da sua autoridade pastoral e da comunhão com Roma.

Barrete

Barrete

O gorro rígido de três ou quatro arestas (com ou sem borla), usado tradicionalmente pelos clérigos fora da ação litúrgica e em alguns momentos da celebração.

Vimpa

Vimpa

O véu ou pano com que os ministros seguram a mitra e o báculo do bispo, quando ele não os está usando, para não tocá-los com as mãos nuas.

As Funções no Altar

Numa celebração solene, cada servo recebe uma tarefa própria. Os nomes vêm do latim e indicam aquilo que cada um carrega ou faz. Saber a própria função — e a dos colegas — é o que faz a celebração fluir com beleza.

Acólito e coroinha
Servem o altar de modo geral: preparam o que é necessário, apresentam as galhetas, tocam a sineta e auxiliam o celebrante.
Cerimoniário
Coordena a celebração: orienta os demais servos, indica os momentos e zela para que tudo flua com ordem e reverência.
Cruciferário
Leva a cruz processional, sempre à frente da procissão, ladeado pelos ceroferários.
Ceroferário
Leva os círios (as velas) que acompanham a cruz e o Evangelho, um de cada lado.
Turiferário
Conduz o turíbulo (o incenso) e o maneja durante a celebração, nas incensações.
Naveteiro
Leva a naveta com o incenso, ao lado do turiferário, e a apresenta ao celebrante.
Librífero (ou ceroferário do livro)
Segura o livro (o missal) diante do celebrante para que ele reze as orações com as mãos livres.
Baculífero
Carrega o báculo do bispo e o entrega quando necessário.
Mitrífero
Carrega a mitra do bispo nos momentos em que ele a retira.

Em grandes solenidades, ou em festas que reúnem mais de um santo, várias dessas funções acontecem ao mesmo tempo — por isso a equipe se prepara e ensaia junto.

Na Missa com o Bispo

Quando o bispo preside, a celebração ganha sinais próprios — a mitra, o báculo, uma procissão mais solene e ministros que o servem. Conhecê-los ajuda a servir com naturalidade e reverência.

A mitra e o solidéu

A regra de ouro
A mitra é sinal de quem ensina e governa. O bispo a usa quando se dirige ao povo ou está sentado; e a retira quando se dirige a Deus em oração.
Com a mitra
Na procissão de entrada e de saída, sentado durante as leituras, na homilia e ao dar as bênçãos.
Sem a mitra
Na Coleta e nas orações de pé, no Evangelho e em toda a Liturgia Eucarística — diante do mistério, fica de cabeça descoberta.
O solidéu
O pequeno gorro é retirado após a oração sobre as oferendas — antes do Prefácio — e recolocado depois da Comunhão, em reverência ao momento da consagração.

O báculo: o cajado do pastor

Como o bispo o segura
Com a curva (a volta) voltada para fora, para o povo — sinal de que apascenta o seu rebanho.
Como o coroinha o leva
Ao contrário do bispo: com a curva voltada para dentro, para si mesmo. Leva-o ereto, junto ao corpo, com firmeza e reverência.
Com o báculo
O bispo o leva na procissão, ao escutar o Evangelho de pé, na homilia e na bênção solene final.
Sem o báculo
Entrega-o ao baculífero nos demais momentos — sobretudo em toda a Liturgia Eucarística, que celebra de mãos livres.

A troca da mitra e do báculo

Quando trocar
O mitrífero e o baculífero aproximam-se juntos, no tempo certo indicado pelo cerimoniário, para entregar ou receber a mitra e o báculo.
Sempre com a vimpa
Recebem-nos com o véu sobre os ombros, sem tocá-los com as mãos nuas, fazendo antes uma vênia ao bispo.
No coração da Missa
Na Liturgia Eucarística o bispo fica sem mitra e sem báculo — e sem o solidéu a partir das oferendas. Tudo se aquieta diante da consagração.

A ordem da procissão

1.º — O turíbulo
O turiferário, com o turíbulo fumegante, abre a procissão, ao lado do naveteiro.
2.º — A cruz e as velas
O cruciferário, com a cruz processional, ladeado por dois ceroferários com os círios.
3.º — Coroinhas e acólitos
Seguem os demais que servem ao altar, de mãos postas.
4.º — O clero e os diáconos
Os ministros, os leitores e os diáconos; um diácono leva o Evangeliário elevado.
5.º — Os concelebrantes
Os presbíteros que concelebram, dois a dois.
6.º — O bispo
Vem por último, no lugar de honra, com a mitra e o báculo, seguido de perto pelos seus ministros (mitrífero, baculífero e librífero).
Na saída
A mesma ordem: a cruz à frente, o bispo por último. Ao chegar ao presbitério, cada um faz a reverência ao altar — e ao bispo — antes de ir ao seu lugar.

Os ministros que servem o bispo

Mitrífero
Leva e guarda a mitra, com a vimpa, entregando-a e recebendo-a nos momentos certos.
Baculífero
Leva e guarda o báculo (curva para dentro), com a vimpa.
Vimpa
O véu sobre os ombros com que se seguram a mitra e o báculo, para não tocá-los com as mãos nuas.
Librífero
Segura o livro (o missal) diante do bispo para que ele reze com as mãos livres.
A bugia
Nas celebrações pontificais, um ministro segura uma pequena vela de mão (a bugia) junto ao livro, iluminando-o quando o bispo lê.

A reverência ao bispo

A inclinação
Faz-se uma vênia (inclinação da cabeça) ao bispo ao passar diante dele e ao servi-lo.
O anel
O anel do bispo pode ser beijado, em sinal de respeito ao seu ministério.
Seguir o cerimoniário
Numa Missa com o bispo tudo é mais solene e detalhado; observe o cerimoniário e aja com calma e sincronia.

O Uso do Turíbulo

O incenso acompanha a Igreja desde a Antiguidade. Manejar bem o turíbulo é uma arte que se aprende com treino e amor — eis o guia completo do turiferário.

O que é e o que significa

O incensário
O turíbulo é o recipiente de metal, suspenso por correntes, em que se queima o incenso sobre o carvão em brasa.
O sentido
A fumaça perfumada que sobe é imagem da oração que se eleva a Deus: “suba a minha oração como incenso em vossa presença” (Sl 141). Com ela se honra o que é sagrado.

As partes e o preparo

Turíbulo e naveta
O turíbulo (com tampa e correntes) queima o incenso; a naveta, em forma de barquinho, guarda o incenso, com uma colherzinha.
O carvão
Acende-se o carvão na sacristia, com antecedência, até ficar bem em brasa (avermelhado), e coloca-se dentro do turíbulo.
Mantê-lo aceso
O turiferário cuida para o carvão não apagar: sopra de leve e balança o turíbulo quando preciso.

Pôr e abençoar o incenso

Apresentar
O turiferário abre o turíbulo (erguendo a tampa pela corrente) e o apresenta ao celebrante; o naveteiro apresenta a naveta aberta, com a colher.
Colocar
O celebrante toma o incenso com a colher e o lança sobre o carvão, em geral três vezes.
Abençoar
O celebrante abençoa o incenso com o sinal da cruz, em silêncio; então o turiferário fecha o turíbulo.

Como se faz a incensação

Como segurar
Pelas correntes: uma das mãos no alto (no disco), a outra mais abaixo, controlando a tampa. Ao caminhar, balança-se de leve para manter o carvão aceso.
O que é um “lance”
Erguer o turíbulo em direção ao que se honra e deixá-lo voltar. Um “lance duplo” são dois desses movimentos seguidos, firmes e iguais.
A vênia
Faz-se uma inclinação (vênia) à pessoa ou ao objeto antes e depois de incensar — exceto ao altar.
A regra dos números
Três lances duplos para o mais sagrado (o Santíssimo, a cruz, o Evangeliário, o Círio Pascal, as oferendas, o celebrante e o povo) e dois para as relíquias e imagens dos santos. O altar não recebe lances: incensa-se percorrendo-se ao seu redor.

Passo a passo em cada momento

Início (cruz e altar)
Incensa-se a cruz com três lances duplos; depois o altar, dando a volta por ele com o turíbulo balançando suavemente.
Evangelho
Três lances duplos ao Evangeliário: um ao centro, um à esquerda e um à direita do livro.
Oferendas
Três lances duplos sobre o pão e o vinho (ou fazendo com eles o sinal da cruz); em seguida a cruz e o altar. Depois, incensa-se o celebrante com três lances duplos e o povo com três lances duplos.
Consagração
Ao erguer-se a Hóstia e, depois, o Cálice, faz-se três lances a cada um, de joelhos.
Adoração do Santíssimo
Diante do Santíssimo exposto (Corpus Christi, bênção), três lances duplos, de joelhos.

Os cuidados do turiferário

Atenção ao fogo
Cuidado com as brasas e as faíscas; mantenha o turíbulo longe das vestes e dos tecidos.
Firmeza e calma
Carregue com firmeza, sem deixar as correntes baterem; movimentos serenos e seguros.
Treinar antes
O manejo do turíbulo se aprende treinando na sacristia ou nos ensaios — nunca improvisando no altar.

Os Livros Litúrgicos

A liturgia não se improvisa: ela tem seus livros próprios, que guardam as orações e as leituras da Igreja inteira, garantindo que rezemos todos em comunhão. Conheça cada um, com a sua foto.

Os livros da Missa

Missal Romano

Missal Romano

O livro que o sacerdote usa no altar e na sede: reúne todas as orações da Missa ao longo do ano — saudações, coletas, prefácios, as Orações Eucarísticas e os ritos de cada celebração. No Brasil vigora a 3ª edição típica.

Sacramentário

Sacramentário

O antigo livro que continha apenas as orações próprias do celebrante (sem as leituras nem os cantos). Dele descende boa parte do atual Missal; o nome ainda designa essa parte presidencial.

Lecionário Dominical

Lecionário Dominical

As leituras dos domingos e solenidades, distribuídas em três ciclos — ano A (Mateus), ano B (Marcos) e ano C (Lucas) —, para que em três anos se percorra grande parte das Escrituras.

Lecionário Semanal (ferial)

Lecionário Semanal (ferial)

As leituras das missas dos dias da semana, em dois ciclos para a primeira leitura — ano I (ímpar) e ano II (par); o Evangelho repete-se todos os anos.

Lecionário Santoral

Lecionário Santoral

As leituras próprias e comuns das festas e memórias dos santos e das celebrações de Nossa Senhora ao longo do ano.

Evangeliário

Evangeliário

O livro ricamente ornamentado que contém apenas os quatro Evangelhos. É levado em procissão na entrada, colocado sobre o altar, incensado e venerado com um beijo — pois proclamar o Evangelho é fazer presente Cristo que fala.

Outros livros litúrgicos

Liturgia das Horas (Ofício Divino)

Liturgia das Horas (Ofício Divino)

A oração pública da Igreja que santifica as horas do dia — Laudes (manhã), Vésperas (tarde), o Ofício das Leituras, a Hora Média e as Completas. Rezada por clérigos, religiosos e cada vez mais leigos; costuma vir em quatro volumes.

Cerimonial dos Bispos

Cerimonial dos Bispos

O livro que descreve, em detalhe, como se realizam as celebrações presididas pelo bispo; serve de referência também para a boa ordem das demais celebrações solenes.

Festas e Solenidades

Além dos domingos, o ano tem dias de maior celebração. As solenidades são as festas mais altas; depois vêm as festas e as memórias. Aqui elas seguem a ordem do ano litúrgico, com a sua foto e o seu sentido.

Tempo do Natal

Natal do Senhor

25 de dezembro

Natal do Senhor

Celebra o nascimento de Jesus em Belém: Deus se faz homem por amor, para habitar entre nós. É uma das maiores solenidades do ano, com a vigília e as missas da noite, da aurora e do dia.

Sagrada Família

Domingo na oitava do Natal

Sagrada Família

Honra Jesus, Maria e José — modelo de toda família cristã, lar onde se aprende a amar, a rezar e a confiar em Deus em meio às alegrias e dificuldades da vida.

Santa Maria, Mãe de Deus

1º de janeiro

Santa Maria, Mãe de Deus

No oitavo dia do Natal, a Igreja proclama Maria verdadeira Mãe de Deus, pois deu à luz o próprio Filho de Deus feito homem. É também o Dia Mundial da Paz.

Epifania do Senhor

6 de janeiro

Epifania do Senhor

A manifestação de Jesus às nações, na visita dos Magos guiados pela estrela. Cristo se revela Salvador de todos os povos, e não apenas de Israel.

Batismo do Senhor

Domingo após a Epifania

Batismo do Senhor

Jesus é batizado por João no rio Jordão; o Pai o proclama Filho amado e o Espírito desce sobre Ele. Encerra o Tempo do Natal e abre a vida pública do Senhor.

Apresentação do Senhor

2 de fevereiro

Apresentação do Senhor

Quarenta dias após o Natal, o Menino Jesus é apresentado no Templo e reconhecido pelo idoso Simeão como “luz para iluminar as nações”. É o dia das candeias (velas) — a Candelária.

Quaresma

Quarta-feira de Cinzas

Início da Quaresma

Quarta-feira de Cinzas

Abre os quarenta dias de conversão. Recebemos as cinzas na fronte — “lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar” —, sinal de penitência e do desejo de voltar a Deus. Dia de jejum e abstinência.

Domingo de Ramos da Paixão

Domingo antes da Páscoa

Domingo de Ramos da Paixão

Abre a Semana Santa. Recordamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, com ramos e aclamações, e já se proclama a narrativa da sua Paixão. Cor vermelha.

Tríduo Pascal

Quinta-feira Santa (Ceia do Senhor)

Tríduo Pascal

Quinta-feira Santa (Ceia do Senhor)

Na Missa da Ceia, Jesus institui a Eucaristia e o sacerdócio e lava os pés dos discípulos, ensinando o amor que serve. Ao fim, o Santíssimo é levado em procissão e o altar é desnudado.

Sexta-feira Santa (Paixão do Senhor)

Tríduo Pascal

Sexta-feira Santa (Paixão do Senhor)

O único dia do ano sem Missa. Celebra-se a Paixão e Morte de Jesus na cruz, com a leitura da Paixão, a oração universal, a adoração da Cruz e a comunhão. Dia de jejum e abstinência.

Sábado Santo e Vigília Pascal

Tríduo Pascal

Sábado Santo e Vigília Pascal

Durante o dia, a Igreja vela em silêncio junto ao sepulcro. À noite, a Vigília Pascal — “a mãe de todas as vigílias” — celebra a Ressurreição: a bênção do fogo e do Círio, as leituras da salvação, o Aleluia e os batismos.

Domingo da Ressurreição (Páscoa)

O ápice do ano litúrgico

Domingo da Ressurreição (Páscoa)

A maior solenidade da fé: Cristo venceu a morte e ressuscitou! Tudo o que cremos repousa neste dia. Abre os cinquenta dias de alegria do Tempo Pascal.

Tempo Pascal

Divina Misericórdia

2º Domingo da Páscoa

Divina Misericórdia

Oitavo dia da Páscoa, dedicado à misericórdia de Deus, manifestada no Cristo ressuscitado que perdoa e cura. Devoção difundida por Santa Faustina e instituída por São João Paulo II.

Ascensão do Senhor

40 dias após a Páscoa

Ascensão do Senhor

Jesus sobe ao céu diante dos discípulos e os envia a evangelizar todas as nações. Ele não se ausenta: passa a estar presente de um modo novo e nos espera junto ao Pai.

Pentecostes

50 dias após a Páscoa

Pentecostes

O Espírito Santo desce sobre Maria e os Apóstolos em forma de línguas de fogo. Nasce a Igreja, enviada a anunciar o Evangelho a todos os povos. Encerra o Tempo Pascal.

Solenidades do Senhor

Santíssima Trindade

Domingo após Pentecostes

Santíssima Trindade

Celebra o mistério central da fé: um só Deus em três Pessoas — Pai, Filho e Espírito Santo —, comunhão eterna de amor para a qual também nós somos chamados.

Corpus Christi

Após a Santíssima Trindade

Corpus Christi

A solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo exalta a presença real de Jesus na Eucaristia. É marcada pela procissão solene com o Santíssimo, muitas vezes sobre tapetes coloridos.

Sagrado Coração de Jesus

Sexta-feira após Corpus Christi

Sagrado Coração de Jesus

Contempla o amor humano e divino de Cristo, simbolizado no seu Coração aberto na cruz — fonte inesgotável de misericórdia e modelo de entrega.

Cristo Rei do Universo

Último domingo do ano litúrgico

Cristo Rei do Universo

Encerra o ano proclamando Cristo Rei e Senhor de tudo e de todos — um Rei que reina do alto da cruz, pelo amor e pelo serviço, e não pela força.

Nossa Senhora

Imaculado Coração de Maria

Sábado após o Sagrado Coração

Imaculado Coração de Maria

Honra o coração de Maria, todo voltado a Deus, que “guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração”. Modelo de fé, de escuta e de amor materno.

Anunciação do Senhor

25 de março

Anunciação do Senhor

O anjo anuncia a Maria que ela será a Mãe do Salvador; ao seu “sim”, o Verbo se faz carne em seu seio. Celebra-se nove meses antes do Natal.

Assunção de Nossa Senhora

15 de agosto

Assunção de Nossa Senhora

Maria, terminada a sua vida na terra, foi elevada ao céu em corpo e alma. É sinal de esperança: o destino que Deus prepara para todos os seus filhos.

Imaculada Conceição

8 de dezembro

Imaculada Conceição

Maria foi preservada do pecado original desde a sua concepção, por graça antecipada de Cristo, para ser digna morada do Filho de Deus.

Nossa Senhora Aparecida

12 de outubro

Nossa Senhora Aparecida

Padroeira do Brasil. A pequena imagem encontrada nas águas do rio Paraíba reuniu um povo inteiro em torno de Maria. Feriado nacional e dia de grande romaria.

Festas do Senhor e dos Santos

São José

19 de março

São José

Esposo de Maria e pai adotivo de Jesus; trabalhador justo e silencioso, padroeiro da Igreja universal, dos trabalhadores e dos pais de família.

Natividade de São João Batista

24 de junho

Natividade de São João Batista

Celebra o nascimento do precursor, que preparou o caminho do Senhor e o apontou ao mundo. É um dos pouquíssimos santos cujo nascimento a Igreja festeja.

São Pedro e São Paulo

29 de junho

São Pedro e São Paulo

As duas colunas da Igreja de Roma: Pedro, a rocha sobre a qual Cristo edificou a Igreja, e Paulo, o apóstolo das nações. Ambos deram a vida por Cristo.

Transfiguração do Senhor

6 de agosto

Transfiguração do Senhor

No alto do monte Tabor, Jesus revela a sua glória diante de Pedro, Tiago e João: o seu rosto resplandece e o Pai o proclama Filho amado. Antecipação da Ressurreição.

Exaltação da Santa Cruz

14 de setembro

Exaltação da Santa Cruz

Celebra a Cruz não como derrota, mas como trono de glória: por ela, Cristo venceu o pecado e a morte e nos reabriu as portas do céu.

Todos os Santos

1º de novembro

Todos os Santos

Festa de todos os que já vivem na glória de Deus — os canonizados e a imensa multidão de anônimos. Lembra que a santidade é a vocação de cada batizado.

Finados (Fiéis Defuntos)

2 de novembro

Finados (Fiéis Defuntos)

Dia de oração por todos os falecidos, confiando-os à misericórdia de Deus. A Igreja peregrina na terra reza pela Igreja que se purifica.

O calendário completo, com o santo de cada dia, está na seção Santos; a cor e as leituras de hoje, na seção Liturgia.

Posturas e Gestos

Na Missa rezamos também com o corpo. Cada postura tem um sentido, e o servo dá o exemplo à assembleia, acompanhando-a com atenção.

De pé

Atitude de respeito, atenção e prontidão. Ficamos de pé na oração, na entrada e para escutar o Evangelho.

Sentados

Postura de escuta serena, durante as leituras, o salmo e a homilia.

De joelhos

Adoração, humildade e penitência — sobretudo no momento da consagração.

Genuflexão

Dobrar o joelho direito até o chão diante do Santíssimo Sacramento, em adoração.

Inclinação (vênia)

Curvar a cabeça ou o corpo em reverência ao altar, à cruz, ao bispo ou ao nome de Jesus.

Prostração

Deitar-se por terra, com o rosto voltado para o chão — gesto máximo de humildade, feito na Sexta-feira Santa e nas ordenações.

Mãos postas

As palmas unidas à frente do peito — atitude de oração e recolhimento, própria também dos coroinhas ao caminhar.

Braços abertos

O gesto orante do sacerdote, de mãos estendidas, que reza em nome de toda a assembleia.

Bater no peito

Gesto de contrição no ato penitencial: “por minha culpa, minha tão grande culpa”.

Silêncio sagrado

Também é um gesto: o silêncio abre espaço para escutar a Deus no coração, após as leituras e a comunhão.

Responsabilidades de quem serve

Servir ao altar é um compromisso de fé, e não apenas uma tarefa. Algumas atitudes simples fazem do coroinha um verdadeiro servo do Senhor:

Pontualidade
Chegar com antecedência para se preparar com calma, sem correria, e revestir-se com dignidade.
Reverência
Evitar conversas, risos e distrações durante a celebração — tudo ali é sagrado e o povo observa.
Cuidado
Tratar com zelo as vestes, os vasos e os objetos da igreja e do altar, mantendo tudo limpo e em ordem.
Silêncio
Manter o recolhimento na igreja e na sacristia, antes e depois da Missa.
Vida de oração
Rezar todos os dias, ler a Bíblia e participar dos sacramentos — especialmente a Confissão e a Comunhão.
Apresentação
Cuidar da própria higiene e aparência: quem serve ao Rei se apresenta com asseio e dignidade.
Humildade
Aceitar as orientações, aprender com os mais experientes e servir sem buscar aparecer.
Dedicação
Participar das reuniões, dos encontros e dos compromissos, e estudar a liturgia, crescendo sempre no conhecimento e no amor.

Bons Hábitos do Servo do Altar

Servir bem ao altar nasce de uma vida de amizade com Deus. Estes hábitos simples, cultivados no dia a dia, fazem do coroinha e do acólito verdadeiros discípulos — não só na igreja, mas na vida inteira.

Participar da Missa

Vá à Missa todo domingo — e, se puder, também em dias de semana —, mesmo quando não estiver escalado. É o encontro mais importante da semana com Jesus.

Comungar bem

Receba Jesus na Comunhão com o coração preparado e em estado de graça. É o maior tesouro que o altar guarda.

Confessar-se com frequência

Procure a Confissão regularmente: é o sacramento que renova o coração e devolve a alegria de servir limpo diante de Deus.

Pedir a bênção

Antes de servir, peça a bênção ao padre ou ao diácono. É um gesto de humildade e de comunhão com quem preside a celebração.

A oração do servo do altar

Reze a oração do coroinha e do acólito antes de servir, pedindo a graça de estar no altar com pureza, atenção e amor.

Rezar ao acordar

Comece o dia oferecendo-o a Deus: um sinal da cruz e uma oração curta já consagram a Ele tudo o que você vai viver.

Rezar ao dormir

Antes de dormir, agradeça o dia, peça perdão pelo que faltou e confie a noite a Deus e ao Anjo da Guarda.

Ler a Palavra de Deus

Leia um pouco da Bíblia ou o Evangelho do dia. Conhecer Jesus nas Escrituras é aprender a amá-Lo cada vez mais.

Dar graças sempre

Crie o hábito de agradecer: pelas pessoas, pelo alimento, pelas bênçãos do dia. Um coração grato é um coração alegre.

Amar Nossa Senhora

Cultive a devoção a Maria, rezando o terço. Quem ama a Mãe é conduzido por ela até Jesus.

Servir o próximo

Leve para a vida o que aprende no altar: ajude em casa, na escola e na comunidade. Servir a Deus é também servir aos irmãos.

O que evitar

Quem serve a Deus de perto é chamado a um coração limpo também por dentro. Estas são atitudes para deixar de lado — não por medo de errar, mas por amor a Cristo e aos irmãos. Não para julgar ninguém: cada um começa por si mesmo.

Falar mal dos outros

Evite a fofoca, a maledicência e a calúnia. A mesma língua que louva a Deus no altar não pode ferir o irmão na saída. Quando não puder falar bem de alguém, é melhor calar e rezar por essa pessoa.

Alegrar-se com o erro alheio

Não sinta prazer quando alguém erra ou cai, nem aponte a falha dos outros para se sentir melhor. O amor “não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”. Reze por quem erra, como você gostaria que rezassem por você.

Servir por vaidade

Evite servir para aparecer, para ser visto ou elogiado. O verdadeiro servo procura a glória de Deus, e não a sua. O que vale é o olhar do Pai, não os aplausos.

Inveja e disputa

Não tenha ciúme da função do colega nem brigue por um lugar de destaque. Toda tarefa, mesmo a mais simples, torna-se grande quando feita por amor.

Irreverência no sagrado

Evite risos, brincadeiras, conversas e celular durante a celebração. O altar não é palco nem pátio de recreio: é a casa de Deus, e ali se está diante d’Ele.

Mentira e fingimento

Fuja da mentira, da esperteza desonesta e da hipocrisia. Quem caminha perto do Senhor, que é a Verdade, deve ser verdadeiro por dentro e por fora.

Guardar rancor

Não alimente mágoas nem se recuse a perdoar. Jesus pede que, antes de levar a oferenda ao altar, a gente se reconcilie com o irmão (cf. Mt 5, 23-24).

Murmurar e relaxar

Evite reclamar de tudo, faltar aos compromissos e servir “de qualquer jeito”. Faça com alegria e responsabilidade, como quem serve ao próprio Cristo.

A Oração do Servo do Altar

Serve igualmente ao coroinha e ao acólito. Reze-a antes de servir ao altar, ou em qualquer momento do dia, para oferecer a Deus o seu serviço e a sua vida inteira.

Para o coroinha e o acólito

Senhor Jesus,
que me chamastes para servir ao vosso altar,
eu vos agradeço por estar tão perto de Vós.

Dai-me um coração puro, para Vos servir com reverência;
mãos atentas, para cuidar das coisas sagradas;
e os olhos voltados para Vós, e não para mim.

Que eu sirva com alegria e humildade,
sem buscar aparecer,
amando os meus colegas e ajudando a quem precisa.

Guardai a minha língua de ferir,
o meu coração da inveja
e os meus passos de todo mal.

Fazei de mim, no altar e na vida,
um sinal da vossa luz que brilha nas trevas.
Maria, minha Mãe, e São Tarcísio, meu padroeiro,
rezai por mim. Amém.

Oração composta para os servos do altar de Viver em Cristo.

Padroeiros e modelos

Três jovens santos acompanham de modo especial quem serve ao altar. Peça a eles a graça de servir com pureza e coragem.

São Tarcísio

Jovem mártir dos primeiros séculos de Roma, morto a golpes ao defender a Eucaristia que levava escondida aos cristãos presos, preferindo morrer a entregá-la. Padroeiro dos coroinhas e dos servos do altar.

São Domingos Sávio

Aluno de São João Bosco, morreu aos 14 anos com fama de santidade. Seu lema era “antes morrer do que pecar”. Modelo de pureza e de amor à Eucaristia para os jovens.

Santa Maria Goretti

Menina italiana, mártir aos 11 anos: preferiu morrer a consentir no pecado e, antes de morrer, perdoou seu agressor. Modelo de pureza e de perdão para os pequenos.

"Servi ao Senhor com alegria."

Salmo 100, 2