Quem serve ao altar fica a poucos passos do mistério mais santo da terra. Aqui está tudo o que você precisa conhecer para servir com reverência, beleza e amor.
Os dois servem ao altar, mas não são exatamente a mesma coisa.
Em geral uma criança ou um jovem que serve junto ao altar, ajudando o padre e o diácono na celebração. Não é um ministério instituído: é um serviço de amor, fruto de uma vocação que floresce cedo. Veste normalmente a batina e a sobrepeliz (ou a alva) e aprende, servindo, a amar a liturgia. O nome vem de “coro”, o lugar próximo do altar onde se cantava e se servia.
É um ministério instituído pela Igreja: o bispo confere oficialmente o serviço do altar a um fiel já mais maduro. O acólito instituído ajuda o sacerdote e o diácono, cuida do altar e dos vasos sagrados, prepara as oferendas e pode ser ministro extraordinário da Sagrada Comunhão. Todo acólito serve ao altar — mas com um vínculo mais formal e estável que o do coroinha. A palavra vem do grego akólouthos, “o que acompanha, o que segue”.
Servir ao altar não é “ajudar na missa” como quem faz um favor. É uma vocação — um chamado de Deus para estar bem perto do mistério mais santo que existe na terra: a Eucaristia. O servo do altar fica a poucos passos de onde o pão e o vinho se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo.
Por isso o serviço se faz com reverência, atenção e alegria. Quem serve bem ao altar reza com o corpo: cada gesto, cada passo, cada silêncio é oração. Não se trata de “fazer bonito”, mas de ajudar toda a assembleia a rezar, conduzindo-a com dignidade e ordem.
Muitos santos, sacerdotes e bispos descobriram aqui, ainda meninos, o caminho de toda a sua vida. O altar é uma verdadeira escola de fé: quem aprende a amar a liturgia aprende a amar a Cristo e a Igreja.
Padroeiros dos servos do altar: São Tarcísio, São Domingos Sávio e Santa Maria Goretti.
A Igreja não conta o tempo como o mundo: ela o vive em torno de Cristo. Ao longo do ano revivemos, passo a passo, toda a vida do Senhor — sua espera, seu nascimento, sua morte e sua ressurreição. O ano litúrgico não começa em 1º de janeiro, mas no 1º Domingo do Advento.
A cor das vestes e dos paramentos “pinta” o sentido de cada dia. Ao olhar a casula do padre, já se sabe o que a Igreja celebra.
Alegria, pureza e glória. Natal, Páscoa, festas do Senhor, de Nossa Senhora, dos anjos e dos santos não mártires.
O fogo do Espírito Santo e o sangue derramado. Pentecostes, Domingo de Ramos, Sexta-feira Santa, festas da Paixão, dos Apóstolos e dos mártires.
Esperança e vida que cresce. Usado durante todo o Tempo Comum.
Conversão, penitência e espera. Advento e Quaresma; também nas missas e ofícios pelos fiéis falecidos.
Alegria contida que já se anuncia em meio à espera. Usado em apenas dois dias: 3º domingo do Advento (Gaudete) e 4º domingo da Quaresma (Laetare).
Luto e oração pelos mortos. Pode ser usado nas missas de exéquias e em Finados, embora hoje se prefira muitas vezes o roxo ou o branco.
Não é cor do calendário romano universal, mas, por privilégio antigo, alguns lugares e santuários a usam nas festas da Imaculada Conceição de Maria.
A Missa se desdobra em cinco momentos, dentro de duas grandes mesas — a da Palavra e a da Eucaristia. Conhecer cada parte ajuda o servo a acompanhar a celebração, a entender o que ela significa e a saber como se portar em cada hora.
A abertura da celebração. O povo de Deus se reúne e se torna assembleia — uma só família convocada pelo Senhor. Reconhecemos os nossos pecados e pedimos perdão, para celebrar de coração limpo.
A Mesa da Palavra. O próprio Deus nos fala pelas Escrituras, e Cristo está presente naquilo que é proclamado. Escutamos, respondemos no salmo e professamos a fé.
O coração da Missa. O pão e o vinho são oferecidos e, pela ação do Espírito Santo, tornam-se o Corpo e o Sangue de Cristo. O sacrifício da cruz faz-se presente sobre o altar.
Preparados como filhos de Deus, recebemos o próprio Cristo. É a união mais íntima com o Senhor, que se faz alimento para a nossa vida.
Abençoados e enviados, somos mandados ao mundo. O “Ide em paz” não é uma despedida: é uma missão — levar Cristo aonde formos.
A Oração Eucarística é o centro de toda a Missa. Por dentro, ela tem o Prefácio (ação de graças), o Santo, a Epiclese (invocação do Espírito sobre as oferendas), a Narrativa da Ceia e a Consagração, a Anamnese (memória da Páscoa do Senhor), a Oblação, as Intercessões (pela Igreja, vivos e falecidos) e a Doxologia final — “Por Cristo, com Cristo, em Cristo…” —, à qual o povo responde o grande Amém.
Tudo o que serve ao altar tem um nome e um sentido. Reunimos aqui, em grupos, os vasos sagrados (que tocam o Corpo e o Sangue de Cristo), os panos do altar e os demais objetos da igreja — com a ilustração de cada um.
A taça nobre, dourada por dentro, que recebe o vinho que se torna o Sangue de Cristo. É o mais importante vaso sagrado, junto com a patena; só o tocam o sacerdote, o diácono ou o acólito instituído.
O pequeno prato, em geral dourado, que sustenta a hóstia do celebrante — o pão que se torna o Corpo de Cristo. Acompanha o cálice sobre o corporal.
Vaso com tampa, em forma de cálice fechado, que guarda as muitas partículas para a comunhão dos fiéis e as conserva no sacrário.
Pequeno estojo redondo e achatado em que o ministro leva, com reverência, a Sagrada Comunhão aos doentes e aos que não podem ir à igreja.
A pecinha dourada em forma de meia-lua que prende a Hóstia consagrada, em pé, no centro do ostensório, para a exposição e a adoração.
O pão ázimo (sem fermento), feito só de trigo e água, em forma de disco. A maior, do celebrante, é elevada e partida; nela Cristo se faz realmente presente.
As hóstias menores, do mesmo pão ázimo, destinadas à comunhão dos fiéis. Guardam-se na âmbula e, consagradas, no sacrário.
Pano branco quadrado e engomado que se desdobra sobre o altar; sobre ele repousam o cálice e a patena, para que nenhum fragmento do Corpo de Cristo se perca.
Paninho branco retangular com que o sacerdote purifica o cálice e a patena após a comunhão e enxuga os dedos e os lábios.
Pequeno quadrado rígido, revestido de linho e muitas vezes bordado, que se põe sobre a boca do cálice para protegê-lo de poeira e insetos.
A toalhinha branca com que o sacerdote enxuga as mãos no lavabo, depois de lavá-las na preparação das oferendas.
Pano da cor litúrgica do dia que cobre o cálice já preparado, no início e no fim da Missa, em sinal de respeito ao que ele conterá.
O par de pequenos recipientes — um com o vinho, outro com a água — apresentados ao sacerdote na preparação das oferendas; costumam vir sobre uma bandeja.
A bacia sobre a qual se derrama a água nas mãos do sacerdote, enquanto ele reza baixinho: “Lavai-me, Senhor, da minha iniquidade”.
O pequeno jarro que contém a água com que o ministro verte sobre as mãos do celebrante no lavabo.
A mesa do sacrifício e o coração da igreja; representa o próprio Cristo. Sobre ele se realiza a Eucaristia. É beijado e, nas festas, incensado, em sinal de veneração.
A estante elevada e fixa, ao lado do altar, de onde se proclamam as leituras, se canta o salmo e o Aleluia e se faz a homilia — a “mesa da Palavra”.
A cruz com a imagem de Cristo (crucifixo), sobre ou junto ao altar e bem à vista, para que toda a celebração se faça olhando para Aquele que se entregou por nós.
A mesinha lateral, coberta por toalha, onde ficam preparados o cálice, as galhetas, o lavabo, o manustérgio e o mais que for preciso, à mão do servo.
A área elevada e destacada onde estão o altar, o ambão e a sede do celebrante — o espaço próprio de quem exerce um ministério na celebração.
A sala reservada, junto à igreja, onde os ministros se revestem, preparam os objetos e fazem oração antes e depois da celebração.
O cofre sólido e digno, fixo em lugar nobre, onde se reserva o Santíssimo Sacramento — as hóstias consagradas — para a comunhão dos doentes e a adoração dos fiéis.
O véu, geralmente da cor litúrgica, que reveste o sacrário por fora, anunciando com beleza que ali habita o Senhor.
A luz que arde permanentemente junto ao sacrário — em geral avermelhada —, sinal vivo de que Jesus Eucarístico está real e verdadeiramente presente. Pode ser de óleo ou de vela.
A peça preciosa, em forma de sol radiante, que expõe a Hóstia consagrada (presa pela luneta) para a adoração e para a bênção do Santíssimo.
A grande vela bendita na noite da Vigília Pascal, gravada com a cruz, o ano e as letras Alfa e Ômega; símbolo de Cristo ressuscitado, luz do mundo. Arde no tempo pascal, nos batismos e nas exéquias.
O suporte de uma só vela, em metal ou madeira, que ladeia o altar e acompanha as celebrações, levado também pelos ceroferários.
O suporte de vários braços e velas, usado para enriquecer e solenizar o altar nas festas e solenidades.
O incensário de metal, suspenso por correntes, dentro do qual o carvão em brasa queima o incenso; balançado, espalha a fumaça perfumada — imagem da oração que sobe a Deus.
O recipiente em forma de barquinho (nave) que contém o incenso ainda não queimado; dele, com uma colherzinha, lança-se o incenso sobre o carvão do turíbulo.
A resina aromática que, queimada, exala fumaça e perfume. Com ela se honra o altar, o Evangeliário, as oferendas, o celebrante e o povo — tudo o que é sagrado.
O instrumento — uma haste com esfera perfurada ou um pincel — com que o celebrante asperge a água benta sobre o povo e sobre os objetos a bendizer.
O pequeno balde de metal, com alça, que contém a água benta e acompanha o aspersório nas aspersões e bênçãos.
A fonte onde se celebra o Batismo. Sua localização varia: pode ficar num batistério junto à entrada (sinal de que o Batismo é a porta da vida cristã) ou, em muitas igrejas, em lugar destacado — no presbitério ou do lado oposto ao do sacrário —, sempre bem à vista da comunidade.
A campainha de mão, tocada sobretudo na consagração, para despertar a atenção e a adoração dos fiéis no instante em que o pão e o vinho se tornam Corpo e Sangue de Cristo.
O conjunto de várias sinetas montadas juntas, de som mais festivo, usado nos mesmos momentos em que se toca a campainha.
A campainha montada sobre uma haste; sinal de honra que, próprio das basílicas, precede o Santíssimo nas procissões.
Instrumento de madeira que, com seu estalo, substitui os sinos e as campainhas nos dias do Tríduo Pascal, em que estes silenciam em sinal de luto.
A cruz erguida numa longa haste, levada pelo cruciferário à frente das procissões de entrada e de saída; toda a assembleia a segue, seguindo a Cristo.
A armação enfeitada sobre a qual se conduz, aos ombros ou às mãos, a imagem de Nossa Senhora ou de um santo, nas procissões.
O dossel rico — fixo sobre o altar ou portátil em procissão — que cobre e honra o altar ou o Santíssimo Sacramento.
O dossel portátil, sustentado por varas, sob o qual se conduz o Santíssimo nas procissões solenes, como a de Corpus Christi.
O pequeno pálio em forma de guarda-sol que abriga o Santíssimo quando levado à mão, fora da procissão solene.
A peça artística, muitas vezes dourada, que guarda e expõe à veneração uma relíquia — parte do corpo ou objeto — de um santo.
O pequeno banco próprio para ajoelhar-se em oração, com apoio para os joelhos e para os braços.
A cadeira rica, sem encosto e dobrável, em que o bispo se assenta em certos momentos da celebração, fora da sua sede.
As vestes não são roupa comum: revestem a pessoa do ministério que ela exerce, lembrando que quem serve não age em seu próprio nome. Reunimos aqui, por grupos, cada veste, com a sua foto e o seu significado.
A veste talar (que desce até os pés), em geral preta, usada como base por clérigos, seminaristas e coroinhas; sobre ela vão as demais vestes. A cor pode variar conforme o grau (preta, com vivos roxos para o bispo, etc.).
A veste branca de mangas largas, até os joelhos, usada sobre a batina pelos coroinhas, acólitos e ministros — sobretudo fora da Missa (procissões, bênçãos, Liturgia das Horas). É uma forma mais curta da alva.
A veste branca e comprida, cingida na cintura, comum a todos os que servem ao altar. Recorda a túnica branca recebida no Batismo e a pureza com que se deve servir ao Senhor.
O pano branco retangular, com fitas, colocado sobre os ombros e o pescoço por baixo da alva, para cobrir as vestes comuns. Simboliza o “capacete da salvação” e o domínio da palavra.
O cordão, às vezes da cor litúrgica, que cinge a alva na cintura e a ajusta. É sinal da castidade e do domínio de si que se pede a quem serve.
A faixa de tecido (fáscia) cingida à cintura sobre a batina, na cor do grau de quem a usa: preta (padres), roxa (bispos), vermelha (cardeais), branca (o Papa).
A faixa longa, sinal próprio do ministério ordenado. O sacerdote a usa pendente do pescoço, sobre o peito; o diácono, a tiracolo, do ombro esquerdo ao lado direito. Sempre na cor litúrgica do dia.
A veste ampla que o sacerdote põe por cima de todas para celebrar a Missa, na cor do dia. Seu nome vem do latim casula, “casinha”, pois envolve todo o corpo — imagem da caridade, que tudo cobre.
A veste própria do diácono na Missa solene, também na cor litúrgica. Tem mangas e é mais quadrada que a casula, distinguindo o ministério diaconal.
A grande capa, aberta à frente e presa por um fecho no peito, usada fora da Missa: em procissões, bênçãos solenes, na Liturgia das Horas e na exposição do Santíssimo.
O véu retangular que cobre os ombros e as mãos do ministro para que ele segure o ostensório (ou a âmbula) sem tocá-lo diretamente, na bênção e no traslado do Santíssimo.
O chapéu litúrgico de duas pontas — que evocam o Antigo e o Novo Testamento — próprio do bispo, do arcebispo e do Papa. É usada e retirada em momentos determinados da celebração.
O bastão pastoral em forma de cajado, sinal do bispo como pastor que conduz, sustenta e reúne o seu rebanho, à imagem do Bom Pastor.
O pequeno gorro redondo que cobre o alto da cabeça. A cor indica o grau: branco (o Papa), vermelho (o cardeal), roxo (o bispo).
O anel episcopal, usado pelo bispo, sinal da sua fidelidade e do seu vínculo esponsal com a Igreja que lhe foi confiada.
A cruz, muitas vezes com relíquias, que o bispo e o abade trazem suspensa sobre o peito por uma corrente ou cordão — sinal da sua dignidade e da fé que professam.
A pequena capa curta, abotoada à frente, que cobre os ombros e desce até os cotovelos, usada por bispos, cônegos e o Papa como sinal de jurisdição.
A faixa circular de lã branca, com cruzes pretas, que o Papa e os arcebispos metropolitas usam sobre os ombros, por cima da casula — sinal da sua autoridade pastoral e da comunhão com Roma.
O gorro rígido de três ou quatro arestas (com ou sem borla), usado tradicionalmente pelos clérigos fora da ação litúrgica e em alguns momentos da celebração.
O véu ou pano com que os ministros seguram a mitra e o báculo do bispo, quando ele não os está usando, para não tocá-los com as mãos nuas.
Numa celebração solene, cada servo recebe uma tarefa própria. Os nomes vêm do latim e indicam aquilo que cada um carrega ou faz. Saber a própria função — e a dos colegas — é o que faz a celebração fluir com beleza.
Em grandes solenidades, ou em festas que reúnem mais de um santo, várias dessas funções acontecem ao mesmo tempo — por isso a equipe se prepara e ensaia junto.
Quando o bispo preside, a celebração ganha sinais próprios — a mitra, o báculo, uma procissão mais solene e ministros que o servem. Conhecê-los ajuda a servir com naturalidade e reverência.
O incenso acompanha a Igreja desde a Antiguidade. Manejar bem o turíbulo é uma arte que se aprende com treino e amor — eis o guia completo do turiferário.
A liturgia não se improvisa: ela tem seus livros próprios, que guardam as orações e as leituras da Igreja inteira, garantindo que rezemos todos em comunhão. Conheça cada um, com a sua foto.
O livro que o sacerdote usa no altar e na sede: reúne todas as orações da Missa ao longo do ano — saudações, coletas, prefácios, as Orações Eucarísticas e os ritos de cada celebração. No Brasil vigora a 3ª edição típica.
O antigo livro que continha apenas as orações próprias do celebrante (sem as leituras nem os cantos). Dele descende boa parte do atual Missal; o nome ainda designa essa parte presidencial.
As leituras dos domingos e solenidades, distribuídas em três ciclos — ano A (Mateus), ano B (Marcos) e ano C (Lucas) —, para que em três anos se percorra grande parte das Escrituras.
As leituras das missas dos dias da semana, em dois ciclos para a primeira leitura — ano I (ímpar) e ano II (par); o Evangelho repete-se todos os anos.
As leituras próprias e comuns das festas e memórias dos santos e das celebrações de Nossa Senhora ao longo do ano.
O livro ricamente ornamentado que contém apenas os quatro Evangelhos. É levado em procissão na entrada, colocado sobre o altar, incensado e venerado com um beijo — pois proclamar o Evangelho é fazer presente Cristo que fala.
A oração pública da Igreja que santifica as horas do dia — Laudes (manhã), Vésperas (tarde), o Ofício das Leituras, a Hora Média e as Completas. Rezada por clérigos, religiosos e cada vez mais leigos; costuma vir em quatro volumes.
O livro que descreve, em detalhe, como se realizam as celebrações presididas pelo bispo; serve de referência também para a boa ordem das demais celebrações solenes.
Além dos domingos, o ano tem dias de maior celebração. As solenidades são as festas mais altas; depois vêm as festas e as memórias. Aqui elas seguem a ordem do ano litúrgico, com a sua foto e o seu sentido.
Celebra o nascimento de Jesus em Belém: Deus se faz homem por amor, para habitar entre nós. É uma das maiores solenidades do ano, com a vigília e as missas da noite, da aurora e do dia.
Honra Jesus, Maria e José — modelo de toda família cristã, lar onde se aprende a amar, a rezar e a confiar em Deus em meio às alegrias e dificuldades da vida.
No oitavo dia do Natal, a Igreja proclama Maria verdadeira Mãe de Deus, pois deu à luz o próprio Filho de Deus feito homem. É também o Dia Mundial da Paz.
A manifestação de Jesus às nações, na visita dos Magos guiados pela estrela. Cristo se revela Salvador de todos os povos, e não apenas de Israel.
Jesus é batizado por João no rio Jordão; o Pai o proclama Filho amado e o Espírito desce sobre Ele. Encerra o Tempo do Natal e abre a vida pública do Senhor.
Quarenta dias após o Natal, o Menino Jesus é apresentado no Templo e reconhecido pelo idoso Simeão como “luz para iluminar as nações”. É o dia das candeias (velas) — a Candelária.
Abre os quarenta dias de conversão. Recebemos as cinzas na fronte — “lembra-te de que és pó e ao pó hás de voltar” —, sinal de penitência e do desejo de voltar a Deus. Dia de jejum e abstinência.
Abre a Semana Santa. Recordamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, com ramos e aclamações, e já se proclama a narrativa da sua Paixão. Cor vermelha.
Na Missa da Ceia, Jesus institui a Eucaristia e o sacerdócio e lava os pés dos discípulos, ensinando o amor que serve. Ao fim, o Santíssimo é levado em procissão e o altar é desnudado.
O único dia do ano sem Missa. Celebra-se a Paixão e Morte de Jesus na cruz, com a leitura da Paixão, a oração universal, a adoração da Cruz e a comunhão. Dia de jejum e abstinência.
Durante o dia, a Igreja vela em silêncio junto ao sepulcro. À noite, a Vigília Pascal — “a mãe de todas as vigílias” — celebra a Ressurreição: a bênção do fogo e do Círio, as leituras da salvação, o Aleluia e os batismos.
A maior solenidade da fé: Cristo venceu a morte e ressuscitou! Tudo o que cremos repousa neste dia. Abre os cinquenta dias de alegria do Tempo Pascal.
Oitavo dia da Páscoa, dedicado à misericórdia de Deus, manifestada no Cristo ressuscitado que perdoa e cura. Devoção difundida por Santa Faustina e instituída por São João Paulo II.
Jesus sobe ao céu diante dos discípulos e os envia a evangelizar todas as nações. Ele não se ausenta: passa a estar presente de um modo novo e nos espera junto ao Pai.
O Espírito Santo desce sobre Maria e os Apóstolos em forma de línguas de fogo. Nasce a Igreja, enviada a anunciar o Evangelho a todos os povos. Encerra o Tempo Pascal.
Celebra o mistério central da fé: um só Deus em três Pessoas — Pai, Filho e Espírito Santo —, comunhão eterna de amor para a qual também nós somos chamados.
A solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo exalta a presença real de Jesus na Eucaristia. É marcada pela procissão solene com o Santíssimo, muitas vezes sobre tapetes coloridos.
Contempla o amor humano e divino de Cristo, simbolizado no seu Coração aberto na cruz — fonte inesgotável de misericórdia e modelo de entrega.
Encerra o ano proclamando Cristo Rei e Senhor de tudo e de todos — um Rei que reina do alto da cruz, pelo amor e pelo serviço, e não pela força.
Honra o coração de Maria, todo voltado a Deus, que “guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração”. Modelo de fé, de escuta e de amor materno.
O anjo anuncia a Maria que ela será a Mãe do Salvador; ao seu “sim”, o Verbo se faz carne em seu seio. Celebra-se nove meses antes do Natal.
Maria, terminada a sua vida na terra, foi elevada ao céu em corpo e alma. É sinal de esperança: o destino que Deus prepara para todos os seus filhos.
Maria foi preservada do pecado original desde a sua concepção, por graça antecipada de Cristo, para ser digna morada do Filho de Deus.
Padroeira do Brasil. A pequena imagem encontrada nas águas do rio Paraíba reuniu um povo inteiro em torno de Maria. Feriado nacional e dia de grande romaria.
Esposo de Maria e pai adotivo de Jesus; trabalhador justo e silencioso, padroeiro da Igreja universal, dos trabalhadores e dos pais de família.
Celebra o nascimento do precursor, que preparou o caminho do Senhor e o apontou ao mundo. É um dos pouquíssimos santos cujo nascimento a Igreja festeja.
As duas colunas da Igreja de Roma: Pedro, a rocha sobre a qual Cristo edificou a Igreja, e Paulo, o apóstolo das nações. Ambos deram a vida por Cristo.
No alto do monte Tabor, Jesus revela a sua glória diante de Pedro, Tiago e João: o seu rosto resplandece e o Pai o proclama Filho amado. Antecipação da Ressurreição.
Celebra a Cruz não como derrota, mas como trono de glória: por ela, Cristo venceu o pecado e a morte e nos reabriu as portas do céu.
Festa de todos os que já vivem na glória de Deus — os canonizados e a imensa multidão de anônimos. Lembra que a santidade é a vocação de cada batizado.
Dia de oração por todos os falecidos, confiando-os à misericórdia de Deus. A Igreja peregrina na terra reza pela Igreja que se purifica.
O calendário completo, com o santo de cada dia, está na seção Santos; a cor e as leituras de hoje, na seção Liturgia.
Na Missa rezamos também com o corpo. Cada postura tem um sentido, e o servo dá o exemplo à assembleia, acompanhando-a com atenção.
Atitude de respeito, atenção e prontidão. Ficamos de pé na oração, na entrada e para escutar o Evangelho.
Postura de escuta serena, durante as leituras, o salmo e a homilia.
Adoração, humildade e penitência — sobretudo no momento da consagração.
Dobrar o joelho direito até o chão diante do Santíssimo Sacramento, em adoração.
Curvar a cabeça ou o corpo em reverência ao altar, à cruz, ao bispo ou ao nome de Jesus.
Deitar-se por terra, com o rosto voltado para o chão — gesto máximo de humildade, feito na Sexta-feira Santa e nas ordenações.
As palmas unidas à frente do peito — atitude de oração e recolhimento, própria também dos coroinhas ao caminhar.
O gesto orante do sacerdote, de mãos estendidas, que reza em nome de toda a assembleia.
Gesto de contrição no ato penitencial: “por minha culpa, minha tão grande culpa”.
Também é um gesto: o silêncio abre espaço para escutar a Deus no coração, após as leituras e a comunhão.
Servir ao altar é um compromisso de fé, e não apenas uma tarefa. Algumas atitudes simples fazem do coroinha um verdadeiro servo do Senhor:
Servir bem ao altar nasce de uma vida de amizade com Deus. Estes hábitos simples, cultivados no dia a dia, fazem do coroinha e do acólito verdadeiros discípulos — não só na igreja, mas na vida inteira.
Vá à Missa todo domingo — e, se puder, também em dias de semana —, mesmo quando não estiver escalado. É o encontro mais importante da semana com Jesus.
Receba Jesus na Comunhão com o coração preparado e em estado de graça. É o maior tesouro que o altar guarda.
Procure a Confissão regularmente: é o sacramento que renova o coração e devolve a alegria de servir limpo diante de Deus.
Antes de servir, peça a bênção ao padre ou ao diácono. É um gesto de humildade e de comunhão com quem preside a celebração.
Reze a oração do coroinha e do acólito antes de servir, pedindo a graça de estar no altar com pureza, atenção e amor.
Comece o dia oferecendo-o a Deus: um sinal da cruz e uma oração curta já consagram a Ele tudo o que você vai viver.
Antes de dormir, agradeça o dia, peça perdão pelo que faltou e confie a noite a Deus e ao Anjo da Guarda.
Leia um pouco da Bíblia ou o Evangelho do dia. Conhecer Jesus nas Escrituras é aprender a amá-Lo cada vez mais.
Crie o hábito de agradecer: pelas pessoas, pelo alimento, pelas bênçãos do dia. Um coração grato é um coração alegre.
Cultive a devoção a Maria, rezando o terço. Quem ama a Mãe é conduzido por ela até Jesus.
Leve para a vida o que aprende no altar: ajude em casa, na escola e na comunidade. Servir a Deus é também servir aos irmãos.
Quem serve a Deus de perto é chamado a um coração limpo também por dentro. Estas são atitudes para deixar de lado — não por medo de errar, mas por amor a Cristo e aos irmãos. Não para julgar ninguém: cada um começa por si mesmo.
Evite a fofoca, a maledicência e a calúnia. A mesma língua que louva a Deus no altar não pode ferir o irmão na saída. Quando não puder falar bem de alguém, é melhor calar e rezar por essa pessoa.
Não sinta prazer quando alguém erra ou cai, nem aponte a falha dos outros para se sentir melhor. O amor “não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade”. Reze por quem erra, como você gostaria que rezassem por você.
Evite servir para aparecer, para ser visto ou elogiado. O verdadeiro servo procura a glória de Deus, e não a sua. O que vale é o olhar do Pai, não os aplausos.
Não tenha ciúme da função do colega nem brigue por um lugar de destaque. Toda tarefa, mesmo a mais simples, torna-se grande quando feita por amor.
Evite risos, brincadeiras, conversas e celular durante a celebração. O altar não é palco nem pátio de recreio: é a casa de Deus, e ali se está diante d’Ele.
Fuja da mentira, da esperteza desonesta e da hipocrisia. Quem caminha perto do Senhor, que é a Verdade, deve ser verdadeiro por dentro e por fora.
Não alimente mágoas nem se recuse a perdoar. Jesus pede que, antes de levar a oferenda ao altar, a gente se reconcilie com o irmão (cf. Mt 5, 23-24).
Evite reclamar de tudo, faltar aos compromissos e servir “de qualquer jeito”. Faça com alegria e responsabilidade, como quem serve ao próprio Cristo.
Serve igualmente ao coroinha e ao acólito. Reze-a antes de servir ao altar, ou em qualquer momento do dia, para oferecer a Deus o seu serviço e a sua vida inteira.
Senhor Jesus,
que me chamastes para servir ao vosso altar,
eu vos agradeço por estar tão perto de Vós.
Dai-me um coração puro, para Vos servir com reverência;
mãos atentas, para cuidar das coisas sagradas;
e os olhos voltados para Vós, e não para mim.
Que eu sirva com alegria e humildade,
sem buscar aparecer,
amando os meus colegas e ajudando a quem precisa.
Guardai a minha língua de ferir,
o meu coração da inveja
e os meus passos de todo mal.
Fazei de mim, no altar e na vida,
um sinal da vossa luz que brilha nas trevas.
Maria, minha Mãe, e São Tarcísio, meu padroeiro,
rezai por mim. Amém.
Oração composta para os servos do altar de Viver em Cristo.
Três jovens santos acompanham de modo especial quem serve ao altar. Peça a eles a graça de servir com pureza e coragem.
Jovem mártir dos primeiros séculos de Roma, morto a golpes ao defender a Eucaristia que levava escondida aos cristãos presos, preferindo morrer a entregá-la. Padroeiro dos coroinhas e dos servos do altar.
Aluno de São João Bosco, morreu aos 14 anos com fama de santidade. Seu lema era “antes morrer do que pecar”. Modelo de pureza e de amor à Eucaristia para os jovens.
Menina italiana, mártir aos 11 anos: preferiu morrer a consentir no pecado e, antes de morrer, perdoou seu agressor. Modelo de pureza e de perdão para os pequenos.